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19 - Comeša com a Cultura, parte 2

Ontem, discutimos uma norma cultural que diz: "Ser membro da célula é ser membro da igreja. Ser membro da igreja é ser membro da célula”. Nós descrevemos uma cultura na qual as celebrações de fim de semana não são encontros da igreja, mas sim reuniões públicas que a igreja frequenta, é anfitriã e provê uma equipe. Os membros vêm a essas celebrações de fim de semana com uma mentalidade de que eles estão indo para o campo missionário todos os domingos. Durante a semana, nós trabalhamos para criar um ambiente que pessoas sem igreja gostariam de conhecer. No domingo nós faríamos o nosso melhor para mostrar-lhes Cristo e apresentá-los à Sua família.

Aqui estão algumas maneiras práticas em que nós vivemos essa cultura durante os 24 anos em que eu liderei a Western Branch Community Church (“Filial Ocidental da Igreja da Comunidade” – tradução livre):

1. Nenhuma Aglomeração Santa é Permitida. Os membros foram ensinados que eles não deviam congregar entre os fiéis antes e depois dos cultos de celebração. Eles deviam trabalhar no átrio e nos corredores como um político em época de eleição! Nós terminamos as aglomerações santas; ou seja, grupos de membros da igreja focados uns nos outros em vez de procurar ao redor por alguém que esteja esperando para ser recepcionado. Nós sabíamos que pouquíssimas pessoas gostariam de voltar a uma igreja—não importa se a música e a pregação foram boas—se ninguém na congregação fez o esforço para ajudá-las a se sentirem aceitas.

2. Líderes de Célula como Responsáveis. Após as duas primeiras visitas de um recém-chegado, os pastores e equipe de nossa igreja dariam seguimento após o culto de domingo. Eles escreviam bilhetes pessoais, enviavam e-mails e faziam até mesmo ligações telefônicas se oferecendo para orar por necessidades da família. Após a terceira visita, o recém-chegado era atribuído a um líder de célula responsável. O líder da célula começava a fazer contato imediatamente para oferecer oração, servir a família de alguma maneira prática e convidar para a reunião da célula. A célula ficava sabendo sobre a nova pessoa sob seus cuidados e os membros eram incentivados a procurar por eles no domingo, criando uma oportunidade de convidá-los para a reunião da célula.

3. Equipes de Servir Organizadas por Células. Embora houvesse algumas áreas de serviço abertas para qualquer pessoa, a maioria das áreas de serviço durante os cultos de celebração eram realizadas por membros das células. Cada célula era responsável por servir em um domingo de uma forma rotativa. Nós os chamamos de "Corações Servos" e nós conseguimos documentar que 80% de nossos membros serviam em alguma função pelo menos uma vez por mês.

4. Serviço de Evangelismo através das Células. Pedimos para cada célula (e até mesmo financiamos) fazer pelo menos um ato de evangelismo por trimestre. Eles não só saíam para a comunidade para atender às necessidades, mas também convidavam aquelas pessoas sob seus cuidados para participarem. Nós descobrimos que as pessoas não familiarizadas com as células às vezes ficavam relutantes em participar de um grupo, mas quando elas saíam e serviam com eles, vínculos eram formados e convites para o próximo encontro da célula assumiram um novo significado.

Estas são apenas algumas das maneiras que nós trabalhamos para criar uma cultura de culto de celebração/célula. O resultado foi uma família da igreja de milhares de pessoas, com uma taxa de crescimento de 60% de conversões e todos os membros em uma célula. A Deus seja a glória!

Por Dr. Jim Wall 
Em 28 de Maio de 2015

 




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