No ano de 2013 eu decidi que deveria parar de estudar para concursos, pois tinha percebido que esse não era o caminho que eu queria seguir. Ao mesmo tempo, sabia que isso significava que existiam apenas dois caminhos para mim: 1) Eu ficaria no cargo em que estava; ou 2) Deveria encontrar alguma outra atividade e, assim, sair definitivamente do serviço público. Eu certamente não queria me aposentar como funcionária do judiciário, mas também não sabia o que iria fazer quando saísse de lá. Eu queria me libertar daquele cargo, de um trabalho de que não gostava – mas para quê? Enquanto eu não descobrisse essa resposta, de nada adiantaria sair.

Osho, em seus discursos, ressalta que existem dois tipos de liberdade: Liberdade de e Liberdade para. A primeira é mais comum: Liberdade de um trabalho do qual não se gosta, liberdade de um relacionamento – ou de todos os relacionamentos, da casa dos pais, de uma cultura opressora, de um chefe irritante. Enfim, a pessoa quer ser livre de alguma coisa que a incomoda. A segunda, substancialmente diferente, é o propósito, o objetivo, é aquela liberdade visionária, que poucos encontram. Liberdade para quê? Afinal, de que adianta ser livre se você não sabe o que fazer com “essa tal liberdade”?

Veja, existe uma certa confusão no vocabulário de boa parte das pessoas. Muitos acreditam que liberdade é simplesmente “fazer o que quiser”, ou “não dar satisfações a ninguém”. Acreditam que liberdade é sinônimo de “permissão”. A questão é: será mesmo liberdade fazer tudo o que der na telha? Não será isso uma forma de escravidão? Escravidão do seu eu animal, dos seus instintos, do seu lado irracional? Ok. Aí você me pergunta: Então o contrário, ou seja, ser totalmente racional, isso é liberdade? E se não for? E se a liberdade não se tratar de controle (ou da falta dele), mas sim da nossa capacidade de viver com as nossas escolhas e sermos responsáveis por elas? E se a “liberdade para” for a liberdade para criar o seu caminho e assumir as consequências?

Hoje quero te fazer um convite. O convite para decidir ser livre. Livre para quê? Para tomar as suas próprias decisões e escolher qual será o rumo que a sua vida irá tomar. E não importa qual seja a sua opção, você deverá entender que ninguém a fez no seu lugar. Seja sair ou ficar, continuar ou desistir, resistir ou sucumbir, mudar ou permanecer. Desde que esse rumo seja dado por você, com clareza e consciência, você estará livre. Assuma a responsabilidade e não caia na tentação de procurar desculpas ou culpados. A sua gaiola está totalmente aberta. Cabe a você decidir se irá voar ou não.

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