ARTIGOS

 
10 - Evangelismo solitário e em equipe

Já nas primeiras semanas da minha vida em Cristo, entendi que uma das minhas responsabilidades como cristão era compartilhar minha fé com outros. Mas não apenas via isso como responsabilidade, mas como um forte desejo em meu interior. De alguma maneira, recebi alguns folhetos que apresentavam o evangelho. Então resolvi entregá-los a cada pessoa que eu encontrava nas ruas por onde andava.

As coisas pareciam bastante simples, mas meus problemas começaram já na primeira vez em que eu vi uma pessoa caminhando na rua. Como eu tenho uma personalidade introvertida, pensei que talvez estivesse me intrometendo na vida da pessoa. E o mesmo aconteceu com a próxima pessoa, e com a próxima. Não me lembro quantas pessoas encontrei na rua naquele dia, mas parecia uma grande multidão, e eu fiquei triste ao perceber que não era capaz de entregar um único folheto.

Me senti frustrado, e comecei a pensar que simplesmente não tinha o dom de evangelismo. Mas Deus tinha outros planos. Naquela época, os poucos jovens que tínhamos na igreja começaram a sair para evangelizar nos finais de semana. Naquela época, eu não sabia nada sobre o ministério de células. Logo me tornei um dos líderes do grupo de jovens. Nós íamos a lugares cheios de gente para cantar e pregar o evangelho.

Certa ocasião, um jovem não-crente começou a zombar de um de nossos jovens que estava compartilhando o evangelho. Esse jovem assobiou e riu alto para o jovem cristão. O jovem pregador começou a ficar nervoso e a errar algumas palavras. Aqueles erros foram mais motivo de zombaria, e logo outros começaram a zombar também. Fui tomado por uma “santa indignação” diante do fato de que aqueles escarnecedores poderiam enfraquecer um de nossos jovens cristãos. Assumi o lugar daquele irmão que já se sentia humilhado. Apresentei fortemente a mensagem do evangelho em frente dos zombadores, que foram surpreendidos e começaram a prestar atenção. Logo tudo estava sob controle e já estávamos evangelizando todo o grupo. Quando acabou, um dos jovens se aproximou de mim e disse, “Mario, nunca ouvi ninguém falar dessa forma”. Eu percebi que algo especial havia acontecido. Entendi que a unção do Espírito Santo havia sido derramada sobre minha vida desde a primeira vez. Que diferença o poder do Espírito faz em nossa vida quando ministramos o Evangelho!

Ele pode fazer o mesmo por cada um de nós que está disposto a evangelizar.

Por Pr. Mario Vega
Em 14 de Junho de 2013

 




Artigos por tema




Artigos por Autor